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Prezados amigos trilheiros e visitantes, essa sessão tem o
objetivo de tentar responder algumas perguntas ( pelo menos as mais freqüentes )
que nos são enviadas e que podem ser úteis no dia a dia de um trilheiro. Como
todo o veterano já foi um dia um NOVATO, muitas dessas dicas vão recheadas de
experiência e bom humor. Bem vamos lá, partindo do principio.....
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DICAS DE PILOTAGEM
São muitas as
técnicas para pilotar no fora-de-estrada, mas algumas dicas básicas ajudam a
entender-se com a moto para dar inicio ao verdadeiro aprendizado. O ideal é os
treinos constantes, evitando ficar muito tempo longe das trilhas para não
“enferrujar”. Como em qualquer outro esporte, a prática e os treinos tem muito a
ver com os resultados finais. Os principais obstáculos enfrentados nas
TRILHAS/ENDUROS são:
- Subidas:
Podem ser enfrentadas de duas formas. Nas subidas curtas, o piloto pode ficar
sentado, com o corpo inclinado para frente e pegar embalo para vencer a inércia.
A segunda técnica para longas subidas em pé na pedaleira, com o corpo para
frente, controlando a aceleração para não levantar a roda dianteira.
- Descidas: A principal advertência não deixar a moto derrapar com a roda
dianteira. O corpo deve ficar para trás, forçando o guidão com as mãos. Em
descidas lisas ou molhadas deve-se ter cuidado com o uso do freio dianteiro para
evitar o travamento.
- Riachos: Nem sempre é possível ver o fundo dos riachos e o maior
prejudicado será o primeiro piloto a atravessar, porque terá que achar
literalmente o caminho das pedras. É importante não deixar a água atingir o
filtro de ar, nem deixar a moto cair no rio. Para facilitar a visão do piloto
pode-se ficar em pé nas pedaleiras e mesmo que pareça refrescante, não deve
passar muito rápido pelo riacho porque pode ter uma pedra ou tronco submerso. A
dica é, se o riacho tiver partes clara e escura, esta ultima significa mais
fundo, e também se partes do riacho tem correnteza é o local mais raso.
- Cavas: São erosões formadas por enxurradas que às vezes são tão grandes
que quase escondem a moto dentro. Nas cavas grandes preciso tomar cuidado para
não entortar os pedais de câmbio e freio. Nem sempre a moto e as pernas do
piloto cabem, é preciso “caminhar” com os pés fora da cava e a moto dentro.
- Atoleiros:
deve-se escolher
o caminho mais seguro para evitar quedas, tentando ao mesmo tempo uma pilotagem
agressiva e cautelosa, andar sempre com a marcha reduzida fazendo com que o
motor esteja em alto giro para que se mantenha o pneu limpo.
Não existem muitas técnicas
especificas, mas vale uma dica importante. Antes de encarar o atoleiro de uma
boa olhada em volta para procurar um caminho alternativo. Outra boa dica
atravessar o atoleiro a pé, procurando lugares mais firmes para passar. O embalo
é essencial, pelo menos irá vencer boa parte do atoleiro na velocidade. No caso
da moto atolar não adianta nada ficar acelerando, pois a moto afunda mais. Desça
da moto e mãos a obra.
- Troncos caídos: Neste momento é necessário uma “empinadinha” na roda
dianteira para passar a frente da moto, quando o protetor do Carter bater no
tronco, a moto deverá ser inclinada para frente e com a ajuda do corpo a roda
traseira encosta-se ao tronco, então basta acelerar. A mesma técnica vale para
pedras grandes no meio do caminho.
- Os pântanos:
Normalmente estão nas extremidades dos lameiros e brejos, muitos trilheiros
acabam afundando em pântanos, pois se ilude achando que vários matos e plantas
significam solo mais resistente, sem saber, acaba passando por um pântano. No
pântano a moto afunda muito, e solo faz sucção nos pneus e ao pé do trilheiro.
Nenhuma moto consegue sair sozinha de um pântano, após ter entrado completamente
no mesmo. É impossível, pode estar com pneus especiais, moto leve, ajudando fora
da moto...não sai! Mas não se pode entrar em desespero, aqui vai a dica se um
dia você entrar em um pântano:
1º Se você estiver sozinho, terá de procurar ajuda;
2º Não tente
sair do pântano acelerando vendo que sua moto não se move, pois você só irá
afundar mais;
3º Se não tiver
corda para reboque, a melhor alternativa, é uma pessoa girar a roda dianteira e
outra empurrar a moto acelerando vagarosamente;
4º Se você tiver
corda, amarre na roda dianteira, e a outra ponta amarre em outra moto ou outro
meio de locomoção, para puxar, é preciso dar "trancos", arrancando, voltando,
arrancando e voltando, assim, até puxar a moto para um piso mais resistente, e
então acionar a moto e sair. Se não tiver moto para puxar, amarre a corda na
roda dianteira da moto atolada e a outra extremidade da corda amarre em alguma
árvore forte próxima, pise em cima da corda e com isso irá puxar a moto.
Precaução: Antes de entrar, verifique a pé se não é pântano
- Os tocos:
A princípio pode parece bobo, mas com certeza muitos trilheiros já sofreram
acidentes graves por causa de tocos. Os tocos são o que sobra depois de árvores
morta ou cortada, uns baixos, outros altos, uns visíveis e outros camuflados. É
preciso uma atenção dobrada se você observar que na trilha há muitos tocos,
quando há muitos seguidos, quer dizer que na área houve corte de árvores, é
preciso atenção redobrada. Os acidentes mais comuns devidos a tocos na moto são:
dedos e pés fraturados. Por isso, se você não tiver equipamentos, vá bem
devagar!
- Buracos: São inevitáveis nas trilhas, mas não é buracos visíveis o
problema, e sim os camuflados, que ficam por baixo de matas ou plantas típicas
ao terreno. É preciso atenção, olhe bem o terreno, principalmente quando você
perceber algo mais escuro no solo, se você avistar algo parecido, pare, e olhe
se realmente é um buraco camuflado, se for, é preciso tomar cuidados, pois nessa
região terá muitos iguais. Normalmente acidentes em buracos pode afetar a
bengala da moto, ou as vezes, algo mais sério como a quebra da mesa inferior da
moto e caixa de direção. Para sair de um buraco, é preciso que o motociclista
puxe a roda dianteira da moto, junto com outra pessoa, se estiver sozinho, será
preciso fazer alavanca com algum tronco.
- Os terrenos: Variam muito de acordo com o ambiente que você irá. Mas os
mais perigosos são os que portam erosões, fundas, que possuem argilas e valas
fundas. Quando chove, argilas viram pista de gelo, acumulativa no pneu, capaz de
cobrir todos os cravos em pouco tempo. Se você puder evitar esse tipo de
terreno, não pense duas vezes! Mas se não, as dicas são:
1º Se estiver sozinho, esqueça, volte!;
2º Desça
segurando com os dois freios, em uma carga que não derrape as rodas, e com outro
motociclista auxiliando, segurando a frente e a lateral da moto;
3º Procure andar
sobre as valas mais superficiais, se não houve, ande longe da vala, para que o
pneu não escorregue para dentro de uma vala funda;
4º Ao sair da
erosão, pegue tocos e limpe entre os cravos dos pneus.
- Pilote sempre em pé na moto:
Isso vale para as trilhas de final de semana, provas de Enduro FIM, Cross
Country e provas curtas. Nas provas de rallye, a posição de pilotagem é outra.
Pilotando em pé, você sentirá menos as "imperfeições" do terreno. A posição
ideal é: Joelhos levemente dobrados, as pernas segurando a moto, coluna
levemente inclinada para frente e cotovelos dobrados, voltados para cima. Com a
moto parada, sua posição deixa você em pé, equilibrado. Você nunca deve se
apoiar no guidão, ou seja, jogando ou segurando seu peso. Você sempre deve
estar apoiado nas suas pernas, não nos braços.
- Mantenha o centro de gravidade: Mas o que significa isso? Simples,
alguém já deve ter dito a você: "Quando estiver numa subida, encoste a barriga
no tanque. Quando estiver descendo, vá para trás do banco..." Bom, é quase isso.
Simplificando, manter seu centro de gravidade é manter seu corpo sempre em pé
(ereto). Se estiver numa subida, apenas a moto deve se inclinar com o barranco.
Seu corpo deve continuar "no prumo". Ou seja, o tanque vem até você, não é você
que vai até ele. Pode ser que ele nem chegue, ou que ele queira passar da sua
barriga, tudo depende da inclinação da subida.
O importante é manter o corpo sempre na mesma posição de equilíbrio de quando se
está no plano. O mesmo vale para as descidas. Quando se está descendo, apenas a
moto deve inclinar-se para baixo. Claro que, numa descida, você não vai
conseguir ficar em pé, senão terá de largar do guidão. Mas suas pernas e cintura
deverão permanecer o mais ereto possível, inclinando apenas o tronco. Isso fará
com que o seu peso seja deslocado para trás e você continue em equilíbrio.
- Deixe os indicadores sobre os manetes: No começo, vai ser uma droga.
Seus dedos vão doer, vai parecer que você não consegue segurar o guidão com
firmeza, etc. Isso passa. Quantas vezes você não escorregou por ter travado o
freio dianteiro? Pode ter certeza que foi porque você tomou um susto e
"alicatou" o freio. Quantas vezes você não deixou a moto morrer, porque não
apertou a embreagem a tempo? Se você estiver com os dedos já posicionados, as
reações são muito mais rápidas e precisas. Você não vai mais "alicatar" o freio,
pois o seu dedo já vai estar na posição certa quando você precisar dele. O mesmo
vale para a embreagem.
- Curvas abertas: Não importa se o terreno está liso ou não, o método é o
mesmo. Mantenha-se em pé, não sente. Ainda em linha reta, comece a
desaceleração, vindo pela parte de fora da curva. Antes de iniciar a curva,
trave seu freio traseiro, fazendo com que a moto derrape para se alinhar à parte
de dentro da curva, apontando para a saída dela. Assim que ela estiver se
alinhando, faça pressão na pedaleira do lado de fora da curva e retome a
aceleração. Isto vai fazer com que você termine de derrapar enquanto aumenta a
velocidade e, ao mesmo tempo, mantém seu corpo e a moto equilibrados, por causa
da pressão na pedaleira. A melhor maneira de treinar este tipo de curva é
fazê-las num terreno liso, forçando a derrapagem, até que você sinta confiança
de que não vai sair voando curva afora.
- Curvas fechadas: Existem muitos modos de se fazer uma curva fechada.
Vamos explicar dois deles. Ambos têm seus prós e contras:
1: Imagine um
ponto no meio da curva.
Trace uma reta que vai de onde você está até este ponto e outra que vai do ponto
para a saída da curva. É assim que você vai fazê-la. Como? Simples: Não reduza a
velocidade; freie pouco antes do ponto determinado, travando a roda traseira e
derrapando a moto de forma que ela se alinhe à outra reta. Pronto, a curva está
feita. Enquanto você derrapa, reduza a marcha para já sair forte da curva. A
desvantagem desta curva é que você sai um pouco mais lento, mas em compensação,
você freou depois do seu adversário e não precisou fazer uma "tomada" de curva,
só precisou de um ponto.
2: Você irá reduzir um pouco antes da curva e, ao entrar nela, deslocar
seu centro de gravidade para frente (sentando quase em cima do tanque), jogar a
perna que estiver do lado de dentro da curva para frente, em direção à roda
dianteira (não é para pôr o pé no chão, é para aumentar o peso na roda da
frente) e calçar o máximo que puder o outro pé na pedaleira. Isso fará com que
você aumente o peso na roda dianteira evitando que ela escorregue e manterá seu
equilíbrio quando a roda traseira derrapar.
Num ponto da curva (você vai ter que descobrir o seu ponto) você começa a
acelerar forte. A moto deve escorregar um pouco. Quando alinhar a moto na reta,
você já deve estar voltando para a posição em pé, jogando seu peso na roda de
trás para dar mais tração à roda traseira. A vantagem é de você sair forte da
curva. Com prática, você deve conseguir fazer mais rápido do que a outra, mas
você precisa de espaço para isso. Se estiver no corpo-a-corpo e seu adversário
souber fazer a outra curva, é provável que você fique para trás.
- Frenagem:
Todo mundo sabe acelerar, mas poucos sabem frear. Para quem não sabe, o
principal responsável por parar a moto é o freio dianteiro, não o traseiro. Em
linha reta e em alta velocidade, a melhor maneira de diminuir a velocidade
rapidamente é se mantendo em pé na moto, com o corpo inclinado para trás. O uso
do freio dianteiro deve ser progressivo, ou seja, você deve começar a
pressioná-lo levemente e ir apertando aos poucos. Nunca fique dando "trancos" no
freio, não ajuda em nada. O freio traseiro deve ser usado levemente, para ajudar
na desaceleração. Numa entrada de curva, o freio traseiro será travado para
provocar uma derrapagem.
- Pilotando no barro: Escolha o caminho mais seguro para evitar uma
possível queda. Deixe a moto numa marcha reduzida, mas mantenha o giro do motor
bem alto, para que o pneu mantenha-se limpo e não fique preso nas canaletas. Não
confunda giro alto com velocidade. A velocidade será baixa, só o giro do motor
que ficará alto.
- Pilotando na areia: Para não correr o risco de atolar, você deverá
manter a roda dianteira bem leve. Para isso, mantenha-se sempre em pé na moto,
com o corpo levemente inclinado para trás. Isto fará com que você alivie o peso
na roda dianteira e aumente na roda traseira, o que dará mais tração. Aqui você
também utilizará uma marcha reduzida, mas não tanto quanto no barro.
- Pilotando em piso duro: Este tipo de terreno parece tão liso quanto o
barro, parece que seu pneu traseiro está furado. Para andar bem aqui, você deve
utilizar uma marcha mais alta, deixando o motor trabalhar com um giro mais
baixo, evitando que a roda traseira perca tração. Aceleradas bruscas e altos
giros farão com que você derrape facilmente.
- Pilotando na pedras: Mantenha-se em pé na moto, com o corpo levemente
inclinado para frente, aumentando o peso na roda dianteira, para evitar que ela
"saia da mão". Num terreno muito acidentado, utilize uma marcha reduzida, para
poder conseguir obter uma resposta rápida da moto, caso precise superar algum
obstáculo.
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PRESERVAÇÃO DE TRILHAS
Os trilheiros do Trail Clube Parceiros da Lama têm grande
experiência em trilhas de moto. Uma das coisas com que eles fazem é cuidar dos
locais onde andam. Confira algumas dicas dos trilheiros quanto à preservação das
trilhas!
É muito importante que todos os novos pilotos tenham consciência
da importância de preservar as trilhas, e de que o contato direto com os
proprietários é fundamental para mantê-las trilhas abertas. Geralmente pilotos
que estão começando nas trilhas não gostam de andar junto com pilotos mais
experientes, e isto é natural, mas por ser ruim também. Pilotos iniciantes não
conhecem alguns macetes de como se portar perante os locais mais críticos e,
muitas vezes, não conhecem locais perigosos, o que pode até gerar algum acidente
grave. Também é necessário saber como de portar diante dos proprietários dos
terrenos por onde você vai passar, pois o esporte depende diretamente destas
pessoas.
Sempre que você for para as trilhas, tenha em mente que, depois
de andar por elas, elas devem estar da mesma maneira que você as encontrou. Isto
se refere principalmente à questão das porteiras. Certamente estas porteiras não
foram colocadas por acaso, e se forem encontradas fechadas no momento que você
chegou, elas devem permanecer fechadas após sua passagem. É aconselhável que o
piloto que abriu a porteira seja também a pessoa que vai fechar esta porteira.
Esta é a melhor maneira de se ter a certeza de que a porteira realmente será
fechada.
Este problema é muito comum, e já observamos o fechamento da
várias trilhas por irresponsabilidade de pessoas que deixaram porteiras abertas
e, em alguns casos, os trail clubes até tiveram de indenizar proprietários em
virtude de plantações destruídas. Se você observar alguma porteira em mau estado
de conservação, não custa nada perder alguns minutos se souber consertar aquele
arame quebrado, ou prender aquela estaca que caiu. Estes procedimento vão
garantir, por exemplo, que a porteira não vai abrir por si própria após algum
tempo e, se isso acontecer, quem vai levar a culpa de ter deixado ela aberta é o
trilheiro que passou pelo local.
Outra questão muito importante é o cuidado que se deve ter com as
plantações. Em hipótese alguma passe no meio de alguma plantação, mesmo que
esteja apenas com terra arada. Pode ter alguma coisa plantada nesta terra, e os
proprietários não ficam nada contente em ver suas lavouras destruídas. Sempre
que for preciso passar na margem de alguma plantação, faça o trajeto com muito
cuidado, evitando que a moto perca o controle, e entre na plantação.
Tente sempre contornar a plantação, e nunca cruzar pelo meio,
mesmo que seja por meio de canteiros. Tenha também muito cuidado com as estradas
de acesso as lavouras. Geralmente os proprietários mantêm estas estradas em bom
estado de conservação para facilitar o deslocamento com as máquina agrícolas, e
você não tem o direito de vir com sua motos jogando cascalho pra todos os lados.
Este cascalho pode ter custado caro para o proprietário, e ele não vai gostar de
vê-lo sendo jogado “ao mato”. Portanto, passe sempre devagar em estradas onde
pode haver a possibilidade de ter alguém trabalhando.
É indispensável a cordialidade com os proprietários de terras.
Sempre que você passar por moradias ande bem devagar, cumprimente as pessoas e
sempre peça a autorização para seguir em frente. É muito interessante, também,
parar e trocar algumas palavras. Tire o capacete, converse um pouco e siga a
trilha. Desta maneira as pessoas acabam conhecendo você e criam confiança, e
sempre lhe darão autorização para passar.
É muito comum trilheiros de cidades onde as trilhas já estão
fechadas migrarem para outros municípios, e isso pode gerar problemas. Se você
pretende fazer trilhas em outras cidades, entre em contato com os trilheiros
delas e ande junto com eles, principalmente se a turma for grande. Os
proprietários não gostam de ver uma turma muito grande passar por suas terras
sem que eles os conheçam. Existem também trilhas nas quais os donos não permitem
a passagem, e nestes os pilotos da cidade irão lhe orientar a não passar, e isso
evita problemas.
Muito cuidado com os animais. Se for encontrado algum animal no
caminho não o assuste. Siga devagar até que o animal saia do caminho, e depois
pode acelerar. Em nossa região é muito comum a passagem próxima aos aviários.
Nestes locais, ande bem devagar, com giro bem baixo no motor, e o mais distante
possível. Nos locais onde tiver gado, também tome muito cuidado, se for preciso
pare a moto e espere o gado se dispersar.
Com o aumento da quantidade de trilheiros, é muito comum
encontrar pilotos no sentido contrário ao seu. Portanto, em locais onde é
freqüente a passagem de pilotos, ande com muito cuidado, pois você pode se
encontrar de frente com algum amigo trilheiro em alguma curva. Muito cuidado
também nas estradas de chão. Deixe pra acelerar e gastar toda sua energia na
trilha. Sempre que você ultrapassar algum veículo na estrada de chão cuide para
o pneu de sua moto não jogar pedra no carro. Isso é uma questão de educação e
respeito aos demais usuários da estrada. Procure passar em baixa velocidade na
frente das casas, isso passará mais segurança para as pessoas.
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O QUE É ENDURO
Primeiro temos
que saber a origem do Enduro, que veio do Trail.
O QUE É TRAIL?
O termo "trail"
vêm do vocabulário inglês e significa caminho, trilha, rastro ou picada.
O Trail surgiu
no Brasil, na década de 70, quando os amigos apaixonados por motos, carentes por
um lazer alternativo para os finais de semana, procuraram uma forma de fugir da
rotina, formando um interminável ciclo de amizades e confraternização.
A topografia do
Brasil extremamente favorável, aliada à ausência de lazer de massa e pela
limitação dos clubes campestres, tornou-se em pouco tempo propicio a prática
deste esporte.
O Trail, comum
em todo o mundo, logo tornou-se popular no Brasil, facilitando o surgimento de
amizades e intercâmbio cultural, principalmente entre os treieiros, fazendeiros
e colonos que habitam na região rural.
O QUE É ENDURO?
A palavra
ENDURO vem do vocabulário francês e significa resistência.
Foi criado como
uma forma de competição dentro da modalidade "trail", e, é praticado em trilhas
(caminho, picada). Estas trilhas podem ser constituídas de estradas abandonadas
ou secundárias, estradas pavimentadas ou não.
Sendo assim, uma
competição de trail ou enduro de regularidade, associa geralmente a resistência
do piloto e da moto, ao longo das irregularidades de uma trilha, seguindo as
orientações básicas descritas em planilha (Mapa indicando o caminho) e a média
de velocidade em cada trecho da competição, confeccionada pela organização da
prova.
Vence a prova
aquele que obtiver maior regularidade nos diversos trechos do percurso, que não
pode estar adiantando e nem atrasado durante a prova. Aferição informatizada é
feita pelos Postos de Controle da prova (PC's).
As provas
normalmente duram algumas horas, mas podem ter longos trajetos, com duração de
vários dias, passando por diversas Cidades e Estados.
Desta forma,
máquina e piloto têm que estar sempre bem preparados, em sintonia para enfrentar
as dificuldades do percurso.
O piloto que
perder menos pontos (cada segundo adiantado ou atrasado acarreta perda de
pontos), é considerado o vencedor da competição.
O ENDURO surgiu do Hobby de fazer Trail.
ENDURO DE REGULARIDADE DE MOTOS
Meio passeio, meio competição. Assim é o ENDURO DE
REGULARIDADE, um esporte fora-de-estrada que surgiu como uma forma de
transformar os passeios de motos em competição. Estes passeios são chamados
fazer trilhas. Praticamente desde que surgiu a moto, no inicio deste século, os
motociclistas sentiram que os passeios por trilhas cruzando, riachos, campos,
morros, eram tão emocionantes (ou mais) que andar por estradas. Assim foi criado
o trail (Palavra inglesa com o significado de trilha), o passeio
fora-de-estrada, e as primeiras competições na terra derivadas dele. Logo que as
motos começaram a sair da estrada, percebeu-se que uma das vantagens deste novo
esporte era justamente a fuga do lugar comum. No lugar do asfalto, a terra, num
contato direto com a natureza e as belezas que as cidades esmagaram.
O termo ENDURO originalmente era utilizado no Exterior para
designar a competição em circuitos abertos, por estradinhas de terra, onde vence
aquele que fizer o percurso no menor tempo. Aqui no Brasil houve uma variação da
modalidade. Na verdade, o esporte praticado aqui seria um rali de regularidade,
onde os competidores devem obedecer a uma média pré-estabelecida para os vários
trechos do roteiro.
Vence o ENDURO de regularidade aquele que conseguir se
manter dentro da média horária estabelecida. Durante o percurso da prova existem
os Postos de Controle (PC’s) secretos que registram a passagem e o horário dos
pilotos.
Para cada segundo de atraso em relação ao tempo ideal corresponde
1 ponto perdido e para cada segundo de adiantado corresponde a 3 pontos
perdidos. São tolerados alguns segundos de atraso sem perder pontos com PC. Esta
tolerância depende do regulamento da prova e por categoria do piloto. No caso do
piloto passar adiantamento essa tolerância não é permitida. No final, vence o
piloto que perder menor número de pontos. É preciso boa dose de concentração e
habilidade para manter a média. Este é o grande desafio desse esporte.
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DICAS DE SEGURANÇA!
1 - SEJA RESPONSÁVEL.
(Respeite e exija que outros pilotos façam o mesmo, não arrisque
sua segurança e das pessoas a sua volta com demonstrações gratuitas,
malabarismos, alta velocidade, etc. )
2 - PILOTE SEMPRE DE CAPACETE E COM EQUIPAMENTO
COMPLETO DE SEGURANÇA.
(Botas, capacete, óculos, colete, joelheira, cotoveleira e luvas
são equipamentos imprescindíveis, não saia para um passeio sem eles, o capacete
deve estar com presilha ajustada de modo a não sair da cabeça e deve ser usado
na cabeça mesmo que seja para uma "voltinha"; protetores, joelheiras, devem
estar sempre bem ajustados, o maior índice de traumatismo acontece nas pernas e
pés, proteja-os sempre). Fundamental ter o tipo sanguíneo indicado no capacete
para o caso de resgate emergencial.
3 - NÃO COMPETIR EM PROVAS EM QUE O ORGANIZADOR NÃO
OFEREÇA ITENS BÁSICOS DE SEGURANÇA E INFRA-ESTRUTURA.
(Verifique a infra-estrutura existente, ambulâncias,
médicos/paramédicos circulando pelo circuito, informe-se sobre as sinalizações
de perigo, atenção, etc. Quem é o piloto 00 ??? Procure saber aonde são os
sanitários, estacionamentos, etc.)
4 - SAIBA DA SUA SAÚDE E MANTENHA-SE SEMPRE EM BOA
CONDIÇÃO FÍSICA.
(Avise sempre seus amigos sobre problemas com sua saúde, informe
caso esteja tomando alguma medicação especial e só participe de provas em
perfeitas condições físicas - é muito útil ter na bolsa de ferramentas barra de
cereais, saches energéticos e analgésicos especialmente quando se faz grandes
percursos)
5 - RESPEITE A COMUNIDADE LOCAL, PROPRIEDADES E LEIS DE
TRÂNSITO.
(Lembre-se que todo lugar tem um proprietário e que o terreno foi
cedido para o evento, respeite as limitações, cercas, porteiras, não ameace
animais, procure não se afastar do trajeto pré-determinado. Somos sujeitos as
leis de transito como qualquer veículo. Respeite as autoridades e muita atenção
com os limites de velocidade quando passar por áreas urbanas, lembre-se, sempre
há crianças nas ruas.
6 - SEJA SOLIDÁRIO DURANTE A PROVA, VOCÊ PODE PRECISAR.
(Sempre que puder, procure ajudar a quem esteja com
problemas.Tenha cuidado com pessoas acidentadas, evite remove-las de imediato
pois um movimento errado pode gerar seqüelas permanentes)
7 - RESPEITE O MEIO AMBIENTE.
(Preserve o trajeto o máximo possível, evite mudar o roteiro
original, não destrua arvores, riachos e principalmente plantações, lembre-se
que certamente irá passar novamente pelo local, jamais jogue lixo na natureza,
evite beber e fazer uso de drogas enquanto estiver usando sua motocicleta)
8 - MANTENHA SUA MOTO E SEUS EQUIPAMENTOS EM BOAS
CONDIÇÕES DE USO.
(Uma moto bem revisada e cuidada dificilmente lhe trará
problemas, pneus, relação, escapamentos, etc devem estar bem regulados e em
perfeitas condições de uso. Equipamentos pessoais não devem ser modificados ou
alterados pois perdem suas características de proteção.)
9 - NÃO FAZER USO DE MOTOS, PEÇAS E OFICINAS DE ORIGEM
DUVIDOSA.
(Evite freqüentar oficinas e comprar peças cuja origem você não
saiba, lembre-se que você pode estar adquirindo material roubado e que pode ser
enquadrado com receptador.)
10 - LER OS REGULAMENTOS, CONHECER OS SEUS DIREITOS E
OBRIGAÇÕES.
(Conhecer seus direitos e obrigações é fundamental para tomar
atitudes corretas, procure verificar com antecedência o que pode e o que não
pode ser feito)
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PRIMEIROS SOCORROS:
1- Qual o principal cuidado que um trilheiro deve ter ao se
deparar com um colega que tenha caído e esteja inconsciente ou obnubilado?
R:
Ao se deparar com um trilheiro caído e ou desacordado a preocupação é deitar o
acidentado evitando movimentos da cabeça fixando-a com as 2 mãos, enquanto um ou
mais pessoas deitam o acidentado (posição dorsal --> barriga para cima), de
preferência em um plano rígido ( tábua por, exemplo), chamando então o socorro
especializado, SAMU ou Bombeiros. Na eventualidade da existência de um colete
cervical o mesmo deve ser imediatamente aplicado.
2- Quais os riscos de se colocar um trilheiro machucado em um
veículo qualquer na tentativa de se agilizar o socorro?
R:
Deve-se evitar transportar inadequadamente o trilheiro, particularmente
colocando-o em um carro para transporte. A conduta correta é a descrita no item
anterior.
3- Caso não se consiga contato para que pessoas especializadas
façam o socorro e o trilheiro tenha que ser removido pelos própios colegas,
quais os cuidados que estes devem ter?
R:
Neste caso, o transporte deve ser feito sobre uma superfície
rígida (tábua), com uma pessoa mantendo a cabeça fixa entre sua 2 mãos.
4- Nos casos em que houver trauma de face e o trilheiro esteja com
alguma dificuldade em respirar, existe alguma manobra que possa ser feita na
tentativa de se desobstruir as vias aéreas?
R:
Tentar desobstruir as narinas e a boca, tracionando delicadamente a língua para
fora. Eventualmente pode estar indicada a respiração "boca-a-boca" efetuada por
alguém que tenha experiência com o procedimento.
5- Como deve ser tratada a coluna cervical imediatamente após o
trauma?
R:
A coluna cervical deve ser imediatamente imobilizada com o paciente deitado.
Como colar cervical nem sempre está disponível no local do acidente, a
mobilização pode ser feita com as duas mãos sustentando a cabeça de uma pessoa
especialmente designada para essa tarefa de impedir os movimentos da cabeça, o
que fixa provisoriamente a coluna cervical.
6- No caso de haver algum sangramento evidente, o que pode ser feito?
R:
No caso de sangramento, comprimir e elevar o membro atingido ou realizar uma
compressão sobre a região atingida (manual ou com uma toalha) enquanto
procede-se a remoção ou aguarde o socorro especializado.
7- Como manter o paciente até a chegada de socorro especializado?
R:
Manter imobilizado, com a cabeça ligeiramente mais baixa e imobilizada.
8- Quando deve se suspeitar de fratura? Existe algum cuidado
especial a ser tomado nesta situação?
R:
Ocorrendo a suspeita de fratura, procurar imobilizar o segmento atingido.
9- O Sr. acha que existe algum item que deva ser carregado com
trilheiros para estar disponível no coso de necessidade, como por exemplo um
colete cervical?
R:
O trilheiro deveria portar entre seus acessórios um colar cervical.
10- Finalmente, existe alguma leitura relacionada ao atendimento
de traumatizados por leigos que o Sr. recomendaria aos trilheiros?
R:
Os cursos de primeiros socorros ministrados pelos Bombeiros são sempre de
utilidade nessas circunstancias.
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PROBLEMAS E PEÇAS
1. Peças & Funções
Um carburador é um conjunto de peças que mistura ar com gasolina
em uma medida exata sobre uma faixa de volume alterada. Para um motor 2-tempos a
mistura ar/gasolina ideal e 12.5/1. Os principais componentes (variáveis) do
carburador são;
|
- Parafuso do ar |
|
- Ângulo do pistão
do carburador |
|
- Giclê da marcha
lenta |
|
- Agulha do pistão
do carburador |
|
- Giclê principal |
Veja como estes componentes trabalham em várias faixas de
abertura do acelerador.
|
- Fechado até 1/8
aberto - Parafuso do ar, e giclê da marcha lenta |
|
- 1/8 até 1/4
aberto - Parafuso do ar, giclê da marcha lenta, e ângulo do pistão
do carburador |
|
- 1/4 até 1/2
aberto - Ângulo do pistão e agulha do carburador |
|
- 1/2 até abertura
total - Agulha do pistão do carburador e giclê principal |
2. Problemas Mecânicos
O processo de ajustar a carburação é simples mas pode virar uma
dor de cabeça quando outros problemas mecânicos interferem na carburação. Antes
de mexer na carburação certifique-se de que o motor não tem um ou mais dos
problemas a baixo.
Vazamento de ar -
Vazamentos de ar podem ocorrer
na base do cilindro, coletor de admissão ou retentor do rotor. Estes problemas
se manifestam através de uma resposta retardada e detonação do motor.
Vazamento de óleo -
Um dos dois eixos do virabrequim é banhado em óleo. Se o retentor neste lado
vaza, o óleo pode entrar na câmera de combustão onde é queimado deixando a
carburação rica demais, sujando a vela.
Vazamento de água -
Vazamentos de água geralmente ocorrem na superfície do cabeçote e cilindro
interferindo na combustão do motor (falhando). Hondas e Kawasakis são sensíveis
a este tipo de vazamento porque usam juntas metálicas. Sempre verifique o nível
de água do radiador. Sintomas deste problema são; vapor escapando pelo ladrão do
radiador e um motor que parece estar com uma carburação rica.
Válvulas de escapamento carbonizado -
com o tempo as válvulas do
escapamento ficam carbonizadas. Em certos casos elas podem travar, alterando a
resposta do motor (deixando o motor mais fraco). Quando você retirar o cilindro,
sempre limpe as válvulas com uma lixa 400. Se as válvulas estão muito
carbonizadas, verifique também o escapamento e limpe o (queimando) se
necessário.
Ponteira queimada -
Quando a lã de vidro da
ponteira queima, turbulência ocorre dentro da ponteira, afetando a performance
do motor em alta.
Taxa de compressão correta -
A maioria das motos que são importados vem com uma taxa de compressão alta
preparada para um tipo de gasolina superior a nossa (com maior número de
octanagem). Se você pretende usar gasolina comum de posto (não gasolina de
aviação ou race gas), você provavelmente tem que reduzir a compressão até no
Maximo 185 psi (pounds per square inch) para evitar detonação. A melhor maneira
de fazer isto é aumentar o volume do cabeçote. Existem bons torneiros que fazem
este trabalho por uns R$20. Algumas oficinas ou até representantes de motos aqui
no Brasil (Agrale/Husqvarna) colocam uma ou várias juntas grossas na base do
cilindro para abaixar a taxa de compressão. Embora que este procedimento seja
relativamente simples não requerendo o uso de um torno, o levantamento do
cilindro altera o diagrama de abertura e fechamento das janelas, comprometendo a
performance do motor.
Palhetas trincadas ou quebradas -
Com o tempo ou quando o motor
é acelerado demais as palhetas podem trincar ou quebrar comprometendo o torque
do motor. Uma moto com palhetas defeituosas é difícil de se ligar e perde
torque.
Faísca fraca -
Quando as bobinas do motor ficam fracas a faísca da vela pode ficar fraca,
causando falhas em alta.
Respiro do carburador entupido -
Quando os respiros do carburador ficam entupidos a resposta do motor fica fraca.
Sempre verifique se os respiros não estão entupidos ou dobrados entre os sistema
da suspensão.
Nível das bóias -
Quando o nível das bóias fica
baixo, o motor fica com a carburação pobre. Caso contrário, quando o nível fica
alto demais o motor parece afogado (rica).
Válvula de combustível gasta -
Com o tempo a agulha da válvula de entrada de combustível gasta, permitindo que
o combustível entre excessivamente no carburador deixando a carburação rica.
Troque a válvula a cada dois anos.
3. A influência do clima
A clima pode ter uma grande influência sobre a carburação. As
variáveis da clima alteram a densidade do ar. Quando a densidade aumenta você
tem que deixar a carburação mais rica e vice-versa. Abaixo os principais fatores
que alteram a densidade do ar: Temperatura do ar - Quando a temperatura sobe a
densidade do ar cai. · Umidade - Quando a umidade sobe a densidade do ar sobe. ·
Altitude - Quanto mais alto, menos densidade do ar.
4. Ande e sinta !
Agora que entendemos as principais funções dos componentes do
carburador, influências do clima e que eliminamos problemas técnicas, vamos
trabalhar!
Existem vários métodos para se ajustar o carburador, mas a mais
eficaz é andar, sentir, ouvir e experimentar. Comece colocando pequenas marcas
do punho do acelerador, segmentando ele em 4 divisões (marcha lenta, 1/4, 1/2 e
marcha alta). Coloque a mistura de óleo (em caso do motor 2-tempos) que você
pretende usar sempre e escolha um terreno amplo e plano ou levemente inclinado
com solo firme para testar a moto.comece sempre com os giclês originais da
fábrica para iniciar o teste. Para verificar a carburação até 1/2 abertura use a
segunda ou terceira marcha. Para as posições acima disso use a terceira e quarta
marcha. Altere as posições do acelerador lentamente entre as respectivas
divisões. Se a resposta for lenta e o barulho do motor é booooooowah, é um sinal
que a carburação está pobre. Levante o afogador um pouco e verifique se a
resposta melhora. Se a carburação for rica o motor produz um barulho de
blublublublu soltando fumaça, como se estivesse no afogador. Sempre faça os
ajustes dos giclês conforme as áreas de operação descrita em ponto 1. Geralmente
o parafuso do ar fica 1 ou 2 giros aberto. Para fazer o ajuste fino, gire o
parafuso do carburador, aumentando os giros um pouco e gire o parafuso do ar até
o ponto onde o motor atingir o máximo de rotação, este é o ponto ideal.
Como resolver problemas de partida?
Muitos pilotos e até mecânicos, quando preparam uma moto, só
pensam em melhorar o desempenho do motor ou suspensão - "Tudo bem o motor pega
em 4 ou 5 partidas".
Tudo bem nada! Uma partida difícil geralmente indica algum problema mecânico ou
elétrico, além do mais a diferença de um 1 ou 5 partidas pode custar muitas
posições em uma corrida. Principalmente em enduros do tipo Cross-Country onde a
largada é feita com motor desligado. Uma partida rápida pode fazer a diferença
entre um hole-shot (largada em primeiro lugar) ou muita poeira e pilotos na sua
frente.
Neste artigo nós indicamos as principais causas de problemas com partida.
Para ligar uma moto precisa-se de 3 coisas;
|
- Combustível |
|
- Ar (compressão) |
|
- Ignição |
Se um dos elementos acima não esta em harmonia com os outros, por exemplo uma
ignição fora-do-ponto ou mistura incorreta, com certeza ocorreram problemas.
1 – Combustível
Geralmente os problemas de partida são relacionados a algum
problema de carburação. Nas motos mais antigas é comum que o motor fique afogado
por causa de uma alteração no nível das bóias, ou gasto da válvula de entrada de
combustível. Vibrações das bóias e da agulha causam gastos de material que
elevam o nível de combustível na cuba. O afogador também pode ter gastos
permitindo que parte do combustível suba até o canal do afogador constantemente.
Uma maneira fácil de verificar se o motor está afogado e analisar a vela (em
breve nos publicaremos um artigo específico sobre este assunto).
2 - Ar (compressão)
Problemas de partida com ar são freqüentemente causados por uma
baixa taxa de compressão. Geralmente causados por anéis e pistão gastos. Para
verificar o problema, pegue um medidor de compressão, abra o acelerador, aperte
o botão de corta-corrente para evitar problemas de ignição ou tomar choque, e
pedale o pedal de partida rapidamente até que o medidor tenha atingido o máximo.
A pressão mínima para um motor pegar e 120psi (pounds per square inch). A
maioria das motos tem uma taxa de compressão de 175 até 200 psi.
3 – Ignição
Problemas comuns com a parte de ignição são conexões oxidadas ou
falhas no sistema de ignição. Para evitar problemas com conexões, limpe-as
freqüentemente e aplique um spray próprio para sistemas de ignição. Não use
silicone ele oxida as conexões. Existem duas maneiras de se verificar a parte
elétrica:
1.
medindo a
resistência das bobinas;
2.
medindo a
voltagem que alimenta a bobina principal que fica entre o stator/rotor e a vela.
Um motor necessita atingir no mínimo 45 Volts (CA), pedalando, para ele pegar.
Se você não tem um voltímetro mas quer verificar se a ignição está ficando
fraca, reduza a abertura dos contatos da vela até 0.05mm. Se o motor pegar mais
facilmente, isto é um sinal que o gerador está ficando fraco. Casa você tenha de
empurrar a moto para que ela funcione, com certeza existe algum problema com a
ignição e provavelmente o motor também apresenta outros problemas como: falha em
giros altos ou queima da vela.
O meu pedal de partida da retrocesso !
Quando o motor da retrocesso é sinal que o momento de ignição
está avançado. Quando a energia da mistura do combustível é maior que a força da
massa em movimento do piloto, o pistão volta na direção contrário causando uma
força reversa no pedal de partida. Quanto maior o tamanho do motor e o grau de
avanço da ignição, maior a força de reversão. Motos com 500 ou mais cilindradas
podem ser muita violentas e podem causar lesões nos pés e joelhos. É
recomendável sempre usar botas com solado grosso e virar o guidão de lado,
evitando que o joelho bata de volta no guidão. Duas coisas causam o avanço da
ignição.
|
- Ignição mal
regulada ou solta |
|
- Chaveta da
ignição deslocada |
A verificação do ponto de ignição pode ser feita após a retirada do rotor.
Geralmente há um marca na base da ignição que tem de ser alinhada com uma outra
marca no carter. A chaveta de ignição pode se deslocar causando uma alteração no
momento da ignição. Os cantos da chaveta não podem mostrar sinais de desgaste
(bordas arredondas). Problemas com a chaveta geralmente tem a origem no eixo da
virabrequim e/ou cavidade do rotor, impedindo que o rotor se encaixe bem no
virabrequim, transferindo toda força lateral na chaveta. Usando um lixa >200 ou
pasta para lapidar válvulas geralmente garante que os dois componentes se
encaixem bem, evitando problemas com a chaveta
Depois de ter entrado no rio, minha moto não quer mais pegar !
Quando você atravessa um rio há o risco de entrar água na ignição
ou no motor através dos respiros do carburador, filtro do ar, ou a ponteira caso
o rio for realmente fundo! Se a sua moto cala num rio você tem que seca-lo da
seguinte maneira:
1.
Drene a gasolina da cuba do carburador.
2.
Caso que entrou água no cilindro, retire a vela, vire a moto de
cabeça para baixo, engate a 3a marcha e gire a roda traseira. Isto tira toda
água do cilindro e motor. Tome cuidado para que o óleo do motor e/ou gasolina
não vaze através dos respectivos respiros. Verifique também se não tem água no
escapamento e retire o caso necessário. Nunca da partida com água no cilindro,
isto pode causar danos sérios.
3.
Se o motor ainda não quer pegar, tem água na ignição. Remova a tampa da ignição
para drenar a água.
Minha moto não pega quando ela está muita quente !
Andar prolongado em trilhas fechadas com baixa velocidade pode
super-aquecer o motor. Neste caso deixe o motor refrigerar até que a temperatura
volte ao normal e verifique o sistema de arrefecimento (nível de água, ou
colméia obstruída por jato (na lavagem) ou barro. Uma outra possível causa pode
ser baixa compressão (veja acima).
Minha moto não pega depois que ela caiu !
Geralmente quando se cai com a moto o carburador transborda pelos
respiros. Neste caso siga os passos apresentados a seguir. Esses passos valem
também em outros situações de afogamento em geral.
1.
Feche a torneira do tanque e abra totalmente o acelerador
enquanto você da partida. (Não use o afogador!)
2.
Se o motor não pegar depois umas 10 pedaladas pare e espere uns 15 minutos,
permitindo assim que o motor refrigere. Se você preferir reduzir este tempo,
tire a vela e pedale umas 6 vezes. Mas tome cuidado na retirada da vela para que
nenhuma sujeira caia dentro do cilindro.
3.
Se o motor ainda não pegar, use uma vela nova; principalmente se
a vela estiver molhada e mostrar sinais de sujeira.
Use a cabeça pedalando! Se você percebe que o motor não pega por
causa de um problema técnico, pare e economize sua energia !
VOLTAR
Reparos de emergência
Sair para fazer uma trilha no final de semana e acabar no meio do
caminho com a moto estragada é realmente muito ruim. Ninguém quer que isso
aconteça mas, cedo ou tarde sempre acaba acontecendo com alguém do nosso grupo.
Hoje em dia as motos são muito confiáveis então as pessoas não estão mais tão
bem preparadas para enfrentar situações desse tipo. Poucos carregam ferramentas
e a maioria não sabe fazer os reparos mais básicos. O importante é saber que
nessas horas, criatividade é fundamental para poder improvisar com o que se tem
em mãos para continuar a trilha ou pelo menos voltar para casa. Abaixo damos
umas dicas de como se virar em situações em que todo trelheiro um dia (cedo ou
tarde) vai encontrar.
VOLTAR
Sua moto morreu e não quer mais
pegar.
Em primeiro lugar vá para um local seguro. Nada de ficar parado
no meio da trilha logo depois daquela curva maravilhosa. De nada adianta bater o
click até não agüentar mais. Exceto no caso de algumas motos 4T que simplesmente
se recusam a ligar por mau humor deve-se usar a cabeça e um pouco de método para
descobrir onde está o defeito. O motor precisa de três coisas básicas para
funcionar: combustível, faísca da vela e ar.
Combustível
= Geralmente não ocorre repentinamente. A moto falha, fica acelerada, perde
força e vai piorando até que apaga de vez.
Em primeiro lugar sacoleje a moto e veja se tem gasolina, ou se a
moto entrou na reserva. Caso suspeite de algum entupimento, feche a torneirinha
e experimente soltar um parafuso que fica no fundo do carburador. o combustível
que fica retido dentro do carburador irá escorrer por uma mangueira ou pelo
próprio parafuso. Apare esse combustível antes que ele caia no chão ou na moto
com uma folha. Caso encontre algumas sujerinhas o problema pode ser ai. Muitas
vezes só essa drenagem resolve mas às vezes pode ser necessário abrir o
carburador para soprar umas pecinhas.
Faísca da vela
= Suspeite
de defeitos elétricos se a moto dá tiro pelo cano de escape, falha, se você
molhou a moto ou se o defeito ora acontece, ora não. O teste básico é retirar o
cachimbo, conectar outra vela, encostar a rosca dela no motor e dar a partida.
Se saltar uma faísca forte (azul) OK. Troque a vela da moto e reze para
funcionar. Se o teste provou que a moto não está produzindo faísca, retire o
cachimbo e tente sem ele. (às vezes ele queima). Experimente desligar os fios do
engine stop e tentar ligar a moto. Confira as conexões elétricas (na frente e
embaixo do tanque) e veja se não tem nenhum fio quebrado/amassado principalmente
perto da caixa de direção.
Ar =
Qual foi a última
vez que seu filtro de ar foi limpo? Se você nem sabe onde fica isso pode ser
sinal de má notícia. Ou em casos extremos, se o motor está nas últimas (anéis
gastos ou quebrados) pode ser que a compressão esteja tão baixa que a moto não
faz aspiração mais. O pedal de click está muito leve? Talvez com um tranco a
moto pegue. Volte correndo para casa.
Outros.
Superaquecimento =
Algumas motos ficam difícil de pegar após uma trilha muito
fechada. Paciência. Espere um pouco, curta o visual que depois ela liga.
Afogou. Você caiu? Desceu um morrão com a moto desligada? Agora a
moto não quer pegar? Feche a torneirinha, acelere tudo. (não fique bombeando)
tente fazer a moto ligar. Depois de umas 10 pedaladas mude de estratégia. Solte
o acelerador. Tente novamente...
VOLTAR
Se sua moto afogar no rio.
1- Se o click ficar duro para descer não force. O motor está
cheio de água.
2- Tire a vela de ignição e o filtro de ar. Seque qualquer água
que tiver dentro do filtro de ar. Seque o cachimbo para não haver fuga de
corrente.
3- Esprema bem o filtro de ar para tirar toda a água e sujeira e
coloque para secar. Observe pelo filtro e pelo tipo de rio qual o tipo de água
que entrou no seu motor. Se foi água limpa, ok mas se tinha muita terra ou areia
misturada à água pode ser sinal de problemas.
4- Feche a torneirinha de combustível, dê um nó na mangueira de
respiro do tanque e vire a moto de cabeça para baixo , engate uma marcha
qualquer e rode a roda traseira (na direção que ela roda normalmente) para
expulsar a água do motor. Enquanto estiver rodando a roda observe o barulho do
motor. Se o motor faz um barulho de algo raspando, pode ter areia dentro do
motor. Tentar fazer a moto funcionar assim pode fundir o motor. Melhor rebocar a
moto para uma oficina por que vai precisar abrir o motor para uma lavagem das
peças.
5- Voltar a moto para a posição normal, escorra a gasolina que
fica dentro do carburador por que ela pode ter se contaminado também.
6- Verifique se tem água dentro do magneto (tampa do lado direito
do motor perto do pedal de marcha). Em algumas motos 4T o magneto fica dentro do
óleo do motor. Nesse caso não devemos mexer com isso. Na Agrale também não é bom
tirar essa tampa por que vai vazar toda a água do radiador. Se a tampa for de
plástico pode tirar sem medo.
7- Jogar um pouco de gasolina pelo buraco da vela de ignição.
Cuidado para que a faísca do cachimbo/vela não coloque fogo na moto.
8- Instalar a vela e tentar fazer a moto ligar. O mais fácil é
tentar com o afogador puxado e sem acelerar.
9- Se a moto não pegar logo, tire a vela e sopre-a, (observe se
ela está molhada de água use um isqueiro para secar a vela) jogue um pouco de
gasolina dentro do motor, coloque a vela no lugar, e tente fazer a moto ligar
novamente. Repita os passos de 8 e 9 até a moto pegar.
10- Caso a moto não esteja querendo ligar investigue algum outro
problema. Veja se ela está dando faísca. A água pode ter entrado nas conexões
elétricas ou no botão do engine stop. Veja se a gasolina que chega no carburador
é pura.
11- Quando a moto pegar, ainda demora um pouco para ela aceitar
aceleração. Coloque o filtro de ar com a moto ligada para evitar que ela morra.
12- Depois verifique se o óleo da caixa ficou esbranquiçado, tipo
leite. Se for o caso é por que entrou água na caixa de marcha. Confira a
lubrificação da suspensão traseira, dos rolamentos das rodas e do
desmultiplicador. Pode ter entrado barro também dentro do cabo do velocímetro.
VOLTAR
Pneu furado na trilha.
Se o seu pneu furar no meio de uma trilha, você deve ir para um
borracheiro o mais rápido possível. Quando mais a moto andar maior é o risco de
estragar o pneu ou até mesmo a roda da moto. Se alguém tiver um spray para
reparo instantâneo de pneus pode ser que funcione. Se você andou com o pneu
vazio é capaz de não funcionar. Sempre vale a pena ter um às mãos. Eles já me
salvaram muitas vezes. Leia as instruções no rótulo e se o pneu não voltar a
esvaziar no dia seguinte o furo estará remendado por algum tempo. Eu digo por
algum tempo por que o spray veda o furo entupindo-o e mais cedo ou mais tarde
acabará vazando pelo buraquinho que ainda estará lá.
1- Em primeiro lugar, confira o aperto da trava de pneu. Procure
algum prego ou raio solto enfiado no pneu. Retire o prego ou o raio antes de
continuar andando com a moto para não aumentar o furo. Se o prego estiver
impedindo a saída do ar deixe ele onde está.
2- Tente andar sem freadas ou acelerações bruscas.
3- Coloque seu peso mais na roda que está boa.
4- Evite passar nos buracos e desvie de todas as pedras. (se
possível)
5- Se o pneu estiver querendo sair da roda amarre-o com uma corda
ou um arame.
6- Ande de vagar. Cuidado nas curvas e freadas.
7- Quando o borracheiro desmontar o pneu tente descobrir por que
o pneu furou. Pode ser uma ponta de raio, alguma rebarba no aro da roda, a
câmera pode ter rasgado quando você bateu em uma quina de pedra, a trava de pneu
pode ter mordido a câmera, o pneu pode ter rodado no aro e pode ser um prego que
ainda está no pneu.
VOLTAR
Cabo de Embreagem ou
acelerador arrebentado.
Esse é um defeito de fácil prevenção, normalmente os cabos
arrebentam nas extremidades. Quando começar a desfiar troque o cabo por que ele
não vai durar mais quase nada. Olhe também se o seu cabo foi queimado pelo
escape ou se o guidon não esmagou ele. Se quando você aperta a embreagem ou
acelera e sente que algo está raspando, verifique se não é o cabo de aço que
está desfiando. Existe uma pecinha própria para essas situações: O quebra galho.
É só aparafusar na ponta do cabo de embreagem que dá para continuar andando com
a moto. Evite usar a embreagem por que às vezes ele não resiste muito tempo.
No caso do acelerador o quebra galho é muito grande. Arrume um
interruptor de luz. Olhe que atrás dele, tem um lugar de enfiar o fio e apertar
um parafuzinho. Arranque essa pecinha com um alicate e use como quebra galho. Se
arrebentar em baixo, no carburador, tome cuidado para que não caia nenhum pedaço
do cabo arrebentado e o quebra galho dentro do motor.
Provavelmente vai precisar regular a embreagem ou o acelerador novamente.
VOLTAR
Embreagem patinando.
1-
Evite acelerar
muito.
2-
Passe as marchas
antes do momento que você passaria normalmente.
3-
Evite os morros.
4-
Não espere
acabar a embreagem totalmente para ser rebocado. Se estiver difícil, enquanto
alguém te reboca você só acelera um pouquinho para ajudar.
5-
Se a caixa de
marchas estiver esquentando muito perto de onde fica a embreagem, (perto do
pedal de freio) pare e espere esfriar.
6-
Cabo de
embreagem agarrando ou regulado muito alto podem fazer a embreagem patinar.
Volte a alavanca da embreagem lá no motor com a mão.
VOLTAR
Corrente arrebentada.
Se a corrente de alguém arrebentar no meio de uma trilha,
verifique se não foi só a emenda que soltou. Nesse caso é só colocar outra
emenda observando o sentido da trava e continuar a trilha normalmente. Caso não
tenha nenhuma emenda ou a corrente tenha arrebentado de jeito que não dê para
consertar, a moto vai ter de ser rebocada. Se a corrente estiver presa na roda
ou no pinhão e você não consegue tirar ela, tente soltar a roda ou o pinhão para
facilitar.
VOLTAR
Para rebocar outra moto.
1-
Amarre as motos
com distância de uns 2 metros uma da outra.
2-
Cuide para que a
corda não entre na roda.
3-
Mantenha a corda
sempre esticada para evitar dar tranco em quem está sendo rebocado.
4-
Nas descidas a
moto que vem atrás deve frear a da frente. Se a descida for grande vale a pena
desamarrar as motos.
5-
As motos 4T são
melhores para rebocar que as 2T. Quanto mais torque em baixa a moto tiver
melhor. Uma XR 250 é melhor para puxar outra moto que uma CR 250.
6-
Se não tiver
corda improvise com qualquer coisa (arame, mangueira, corrente da moto que
estragou...)
VOLTAR
Radiador furado.
Se o radiador da sua moto estiver vazando, e se o vazamento não
for muito grande, talvez dê para dar um jeito. Procure um boteco na trilha e
peça um ovo cru. Jogue a clara do ovo dentro do radiador. Massa de tomate também
funciona. Na maioria das vezes o furo para de vazar.
Se for uma mangueira vazando, tente enrolar umas tiras de câmara de ar ou fita
isolante na mangueira. Andar com a tampa do radiador mal fechada evita pressão
no sistema e ajuda a diminuir os vazamentos.
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Pedal de marcha quebrado.
Se o seu pedal de marcha quebrar ou simplesmente sumir, coloque
uma marcha com um alicate. Se for em uma trilha tente ir de segunda ou primeira.
Na estrada, empurre a moto um pouco para ajudar a arrancar e use uma terceira ou
quarta.
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O que comprar? DT180
, Agrale, XR200, XLR125, ..?????
Pra quem tá começando, o melhor é comprar uma moto que seja leve
e tenha manutenção barata. Não inventa de comprar uma XLX350, que você vai
desistir na primeira trilha.... a não ser que você tenha mais de 1,80m e
esteja acostumado a levantar peso....
Eu sempre recomendo a DT180, pois em geral é uma das mais baratas
para aquisição ( isso faz com que sobre um dinheirinho para compra do
equipamento de segurança, que é super importante ), e as peças de reposição são
igualmente baratas.
A Agrale é uma boa moto, mas como já está fora de linha a algum
tempo, é difícil achar uma bem inteira, e as peças de reposição geralmente não
são originais.... ai já viu, né... Mas é uma boa motocicleta, se estiver
sempre em dia.
As XRs são uma excelente opção para iniciantes, o motor 4T é
suave, e a moto tem força para vencer os obstáculos, mecânica fácil e barata.
Mas já é uma moto mais cara. Se você tem condições financeiras de adquirir uma
, vale a pena. Só cuide com a proporção entre você e a moto, pois a ciclística
( Ciclística = posição de pilotagem ) , da XR é para pilotos de até 1,70m +/-,
se você for mais alto , poderá ser desconfortável , suas pernas ficarão muito
encolhidas.
XLR125. Vale as mesmas observações da XR, só que o motorzinho é
sensivelmente mais fraco. Não recomendo essa moto para iniciantes, pois pelo
fato do motor ser fraco, há obstáculos como subidas, atoleiros e etc, que as
vezes a experiência supera o motor, e para quem tá começando isso pode gerar
cansaço.....
TORNADO: Não posso deixar de falar dessa moto. Excelente moto,
boa ciclística, mas muito pesada, para iniciantes. Não recomendo, por enquanto.
Depois sim.
Lembre-se sempre que o primeiro desafio do trilheiro é dominar
100% da sua moto. 100% mesmo, conhecer cada "grilinho" dela, depois é dominar
a trilha. Quando você dominar a trilha, é que você já dominou a moto, ai você
pode pensar em fazer um up-grade, na motoca. Ai começa tudo denovo....
VOLTAR
O que fazer na
moto para transformá-la para trilha ?
Freqüentemente
nos perguntam isso, então vai lá:
Básico:
Válido para qualquer motocicleta.
1- Tire
tudo que fizer peso desnecessário (Pedaleiras traseiras, bagageiro,
pisca, etc.). Não tire o farol dianteiro.
2- Coloque
pneus de Cross (de preferência novo, que é o melhor tipo de pneu que já
inventaram)
3- E pelo
amor de Deus, não esquece de encher o tanque...
Intermediário:
4- Motos 2T
( DT180, DT200 ou Agrale ) elimine o autolub. Faça a mistura de óleo no próprio
tanque. Se não souber como eliminar esse equipamento na moto, leve a um mecânico
e peça a ele que faça. A proporção de óleo na gasolina varia de 2% a 3%, ou
seja para cada 10Litros de gasolina 200ml ou 300ml de óleo ( sintético ou
mineral respectivamente )
5- Se a moto
for nova e original, aconselho que melhore a relação deixando-a com mais torque.
Avançado:
6 - Nesse
estágio, o que manda é a criatividade. O que você quer aqui é deixar sua motinha
com cara de ESPECIAL IMPORTADA, então vai depender muito do tipo de moto que
você optou e como quer deixa-la. Se já chegou aqui.... parabéns . Tá gostando
do esporte.
VOLTAR
O que fazer na primeira trilha?
Vamos pular a etapa de : Comprar a moto, comprar equipamento de
segurança ( Capacete, bota, calça apropriada e etc ), preparar a moto e encher o
tanque por favor. Afinal você não é tão mala assim !!!!!
Siga a seqüência: (não fique zangado , afinal você é novato)
1- Chegue no horário marcado com os companheiros.
2- Respeite os trilheiros mais experientes, são eles que irão te
ajudar quando você cair.
3- Ande sempre em fila, e mantenha a sua posição nela.
4- Tenha sempre em mente os 10 Mandamentos do Trilheiro.
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O que levar ?
- Na verdade o que se leva na trilha são equipamentos de
emergência e que podem te tirar de apertos. Mas não adianta levar coisas
desnecessárias e nem pense em resolver todos os problemas de sua moto na trilha
pois lugar pra isso não é lá. E no meio do barro, será bem mais difícil que no
conforto de sua GARAGEM.....
FERRAMENTAS:
Chave de vela,alicate, chave de fenda e philips, um jogo de chave de boca de 8mm
a 22mm, um canivete, CORDA, fita isolante, CRIATIVIDADE e uma vela e uma
caixa de fósforos ( as vezes são úteis dependendo da religião do trilheiro ).
PEÇAS:uma ou duas velas de reservas (para DTs são essenciais ), parafuso
em metro ( arame ) , emenda de corrente ( 1 ou 2 ), um manete de embreagem, e
alguns tipos de parafusos e porcas. Cabos de embreagem, freio e acelerador
também é recomendável.
OBS: a Corda, serve tanto para rebocar quanto para quando um pneu
traseiro furar, você não precise acender a vela.... amarre o pneu e o aro por
entre os raios. Aperte bem para que o pneu não escorregue no aro. Você
conseguirá sair da trilha numa boa...
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